Araraquara recebeu 11 mil doses da vacina contra a gripe para ser aplicada nos idosos, acima de 60 anos e nos profissionais que atuam na área da saúde. As doses, que em anos anteriores seriam suficientes para vários dias, praticamente acabou em todos os postos. A pandemia de coronavírus aumentou a preocupação do público alvo e também de seus filhos, que levaram os mais velhos para se vacinar logo na primeira oportunidade.

Hoje pela manhã, o Araraquara Agora acompanhou a enorme fila que se formou em frente ao Serviço Especial de Saúde (Sesa). Os funcionários atendiam os pacientes do lado de fora, para evitar riscos de contágio, e permitiam a entrada de apenas três pessoas por vez. Na fila, distância de cerca de um metro entre um e outro também ajudava a reduzir os riscos. O Sesa ainda tem algumas doses e vai aplicar amanhã, mas não será suficiente para todo o dia.

“A procura de idosos acima de 80 anos hoje foi extremamente significante. Eu atendi muito mais pessoas nessa faixa etária do que na casa dos 60. Eles estão muito sensibilizados. Estamos imunizando contra Influenza A e B e isso é muito bom”, afirma a enfermeira chefe do Sesa, Ângela Costa.

A cidade não recebeu todas as doses que precisa porque o Ministério da Saúde ainda não conseguiu fabricar a quantidade necessária para abastecer o país já que a campanha de vacinação foi antecipada justamente como estratégia de combate ao coronavírus. A vacina não protege contra a doença, mas ajuda os médicos a reduzir as possibilidades na hora de fazer um diagnóstico em pacientes com sintomas de gripe.

A distribuição das doses pelo país está acontecendo de forma gradativa. “Nossa expectativa é que na quarta-feira a gente possa retomar a campanha”, afirmou a secretária de Saúde Eliana Honain.

Os 11 mil vacinados neste segunda-feira representam apenas 15% do público alvo da campanha. Embora não seja o ideal, esses 15% em um único dia é considerado um número significativo já que quase nunca Araraquara consegue cumprir a meta de proteger mais de 90% dos idosos.

Os lotes virão do Instituto Butantan toda semana até que a cidade e região consiga imunizar todo o público alvo.

Para melhorar mais ainda a estratégia de vacinação e prevenção, a Secretaria de Saúde vai adotar a orientação do governo de São Paulo e atender os idosos ainda dentro do carro, para que não tenham que descer ou ter contato com outras pessoas. Aqueles que estão acamados receberão a visita de agentes de saúde em casa.

Apesar de não ter casos de coronavírus a cidade registrou dois casos confirmados de H1N1 em pacientes que tinham suspeita de coronavírus. Esse tipo de influenza tem letalidade maior que o coronavírus e atinge faixas etárias menores, o que aumenta a preocupação dos agentes de saúde.

Quem tiver alguma dúvida pode falar com a Secretaria de Saúde por meio do telefone 0800 771 7723

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