O araraquarense já começa a enfrentar dificuldades para conseguir comprar um botijão de gás. As revendedoras da cidade não estão conseguindo repor seus estoques na mesma velocidade que o consumidor compra. Dos 8 estabelecimentos comerciais consultados, apenas dois tinham o produto para vender na tarde desta quarta-feira (01).

Há pelo menos dois motivos que explicam o problema segundo os empresários do setor, a corrida das pessoas em busca de estocar botijões e também e a redução da quantidade envazada pela distribuidora.

“Muitas pessoas que estão comprando tem duas cotas (botijões) em casa e uma estava vazia. Com medo está todo mundo enchendo essa segunda e a gente não consegue repor”, um Rafael dos Santos, que trabalha em uma revenda.

Alguns comerciantes contaram que a procura mais que dobrou. Apesar da instabilidade no fornecimento, a falta não dura muito tempo, segundo eles. “Vem hoje, vende tudo. Aí amanhã não consigo carga, mas no outro dia sim e a gente vai tocando, atendendo as pessoas como dá.”, disse um empresário.

Dos dois locais com botijão a venda um não tinha estoque para mais do que dois dias, o outro fez uma compra de aproximadamente 700 botijões há quase um mês e com a grande quantidade ele tem conseguido atender a demanda, sem falta, pelo menos por enquanto. Ele está com 42 unidades no estoque. “Não sei até onde vai. O caminhão está na distribuidora há dois dias e não carrega. Ainda assim, quando carrega a gente fica com 80 botijões. Vamos ver até quando a gente aguenta”, disse Cleiton Fábio Eugênio, o Alemão, que tem uma revenda no Jardim Nova Araraquara, perto do Caic do Vale do Sol.

Em Araraquara a Ultragaz tem cerca de 12 revendas. Os empresários do setor se uniram. Eles compram juntos, pagam um único frete e dividem a carga de cerca de 800 botijões. “Assim todo mundo ganha um pouco e nenhuma região da cidade fica desabastecida”, conta Alemão.

Preço

Diferentemente do registrado em cidades como São Paulo, em que o botijão passou a ser vendido a mais de R$ 100, em Araraquara o preço, aparentemente, não teve reajuste por causa da alta procura. Nos locais analisados o botijão variou de R$ 78 a R$ 88. “A gente está com o mesmo preço desde setembro do ano passado”, garantiu Alemão.

 

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