O governador de São Paulo João Dória (PSDB) anunciou no início da tarde desta segunda-feira (06) que a quarentena, prevista para acabar amanhã (07) será prorrogada por mais 15 dias, se estendendo até o dia 22 de abril.

A medida mantém as duras restrições para a circulação de pessoas e aglomerações e segue obrigando estabelecimentos comerciais, considerados não essenciais de abrir as portas.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara e Região (Sincomercio), Antônio Deliza Neto, avalia como ruim a decisão. “A gente vê com muita negatividade e com muita preocupação também. O fluxo de caixa das empresas e o fôlego financeiro já está na UTI. Teremos muitos problemas de liquidez e problemas com o pagamento de salários. Isso vai para a conta do governador”, argumenta ela.

Além da decisão do governo de São Paulo há em Araraquara um decreto semelhante. Nos bastidores falava-se que caso o governo paulista abrandasse as medidas de isolamento, em Araraquara o decreto também poderia ser reeditado. Durante a coletiva que anunciou a prorrogação, Dória alertou aos prefeitos que não vai tolerar desrespeito às normas estaduais.

“As prefeituras terão o dever, a obrigação de seguir as determinações do Governo de São Paulo. A Constituição Federal prevê isso. E devem exercer também, ao lado da Polícia Militar, o poder de polícia para fazer valer essa determinação. Nenhuma aglomeração, de nenhuma espécie, será admitida”, disse Dória.

Até agora Araraquara tem 7 casos confirmados de coronavírus e uma morte suspeita. Há outros dois óbitos em investigação. Tem 37 pessoas consideradas suspeitas de estarem com a covid-19 e 7 delas estão hospitalizadas.

Com mais 15 dias de comércio fechado, os empresários esperam agora medidas efetivas para dar salvaguarda as empresas. “Até agora não vemos nada por parte do governo estadual em relação a prorrogação de impostos e encargos que temos. Temos uma situação bastante grave. Acho que medidas judiciais vão acontecer”, avalia Toninho Deliza.

Para o presidente do Sincomércio, a medida não tem nada a ver com a crise de saúde púbica. “Essa crise que começou pandêmica passou a ser política. É uma queda de braço entre o governador (João Dória) e o presidente da República (Jair Bolsonaro) e estão fazendo com que a população e todo o meio empresarial pague a conta. Se não temos arrecadação para pagar funcionários, quanto mais para pagar impostos. Esse jogo será muito prejudicial para a economia nacional”, conclui.

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