Por Willian Oliveira

A tentativa da Prefeitura de Araraquara de comprar 25 respiradores eletrônicos para serem utilizados no tratamento de pacientes graves com coronavírus ganhou mais um capítulo nesta terça-feira (05). Os vereadores solicitaram, por meio de requerimento, explicações detalhadas do município sobre os procedimentos realizados para a aquisição dos aparelhos, que custariam R$ 4,1 milhões.

O município chegou a pagar um sinal de R$ 1,049 milhão, ou 25% do valor, à empresa R.Y. Top Brasil Ltda. Com o destrato, a empresa se comprometeu a ressarcir a Prefeitura. Apenas dois vereadores do Cidadania (Zé Macaco e Edson Hell) não assinaram o pedido.

A polêmica é justamente em relação ao valor, considerado por muitos acima do valor real e até mesmo de mercado.

Os parlamentares pediram ao município cópia do contrato, prazos, notas fiscais, cheques, ordem bancária, empenhos relacionados com a compra dos aparelhos, produtos adquiridos para combater a pandemia e como juridicamente o município vai solicitar a devolução do dinheiro já pago.

Por meio de nota a prefeitura afirma que “o requerimento, assim como todos os demais requerimentos da Câmara Municipal, será respondido na íntegra pela responsável pela pasta com documentações. Inclusive, as mesmas documentações estão sendo enviadas ao MP por inciativa da própria Prefeitura”.

Havia uma expectativa nos bastidores que Elton Negrini, recém filiado ao PRTB protocolasse no legislativo um pedido de abertura de Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a compra, mas isso não se concretizou. Seriam necessárias pelo menos seis assinaturas de parlamentares para isso.

Outros respiradores

Em meio a polêmica dos 25 respiradores eletrônicos a Prefeitura comprou de um fornecedor de Araraquara 30 equipamentos mecânicos. Cada aparelho saiu por R$ 3.999 a um custo total de R$ 119.970. Esse tipo de equipamento é considerado mais simples e não atende as mesmas especificações do outro, Eles são capazes apenas de ciclar volume, ou colocar oxigênio no pulmão em quantidade fixa. O eletrônico é capaz de controlar a pressão, função imprescindível para casos de pacientes com quadro grave de síndrome respiratória.

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