Em meio à pandemia do novo coronavírus aumentam os casos de violência doméstica, principalmente do marido contra a mulher, que em muitas vezes não tem a quem recorrer por conta do isolamento social.

Em Araraquara, o Centro de Referência da Mulher (CRM) mantém o serviço de plantão diário 24 horas, através do telefone celular 99762-0697, para atender a esses casos, de acordo com a secretária municipal de Planejamento e Participação Popular, Amanda Vizoná.

Na sexta-feira (23), em entrevista ao programa Canal Direto – Especial Coronavírus, via Facebook da Prefeitura, Amanda enfatizou que durante a pandemia, além de socorrer e orientar, o Centro de Referência da Mulher também oferece atendimento psicológico online através de agendamento e abrigo, se for o caso.

A secretária acrescentou ter crescido em Araraquara o número de abrigamentos feitos de forma sigilosa a mulheres vítimas de agressões domésticas do companheiro. O número desse tipo de agressão tem aumentado também em todo o Estado de São Paulo.

“É uma situação de muita pressão da sociedade provocada pelo isolamento, que acaba se revertendo em violência física e psicológica contra as mulheres, que já é uma questão cultural no País”, enfatizou.

Vale destacar que ao perceber, vizinhos ou parentes podem denunciar agressões contra a mulher no disk denúncia 180 ou pedir orientação por meio do plantão do CRM. É uma forma de se combater os casos de cárcere privado (em que as mulheres são presas dentro da própria casa), que também podem aumentar na pandemia, segundo Amanda.

A secretária ainda afirmou que já existe uma iniciativa na cidade com pessoas se colocando à disposição para intervir nesses casos. Alguns cartazes estão sendo colocados em postes e vídeos produzidos sem som para serem vistos em celulares. Ao mesmo tempo em que encoraja a vítima a pedir socorro em segurança, esses serviços impedem que o agressor perceba que a mulher está buscando ajuda.

Também vale destacar que a Delegacia de Defesa da Mulher continua atendendo normalmente na cidade, além de disponibilizar o Boletim de Ocorrência online (B.O.), em que as mulheres podem fazer a denúncia e até pedir medida protetiva contra o agressor.

 

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