Um curativo de base natural com o intuito de aliviar a dor e oferecer a cura de feridas nos mamilos por conta da amamentação dos bebês foi desenvolvido por pesquisadores da Unesp de Araraquara. O produto busca por parceiros para iniciar testes que possam viabilizar o projeto comercialmente. 

O material foi produzido por pesquisadores do grupo de Bioengenharia e Biomateriais da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, liderado pelo professor Rondinelli Donizetti Herculano. O curativo foi desenvolvido a partir do látex da seringueira e tem um custo de fabricação mais barato. A ideia da criação surgiu após o nascimento da segunda do filha do educador da Unesp, já que a mãe sentiu dores e precisou de uma solução para o problema. No entanto, o material no mercado tinha um preço nada agradável. “Eu pensei, por que não desenvolver um material com esta aplicação, mas a base de látex, já que esta é minha área de estudo?”, esclareceu ele. 

De acordo com Rondinelli, o látex é conhecido pelas propriedades cicatrizantes e pelo fato de ser um material natural, inclusive, da biodiversidade brasileira, o custo de produção é barato. No laboratório, por exemplo, o valor ficou entre R$ 0,20 E R$ 0,35. Porém, o professor explicou que ao levar para uma escala comercial, existe o ganho que pode encarecer um pouco o curativo, mas mesmo assim será mais barato que as opções atuais, que custam em torno de R$ 80 e R$ 100. 

A pesquisa começou a ser desenvolvida quando ele atuava na Unesp de Assis, com ajuda do aluno Ricardo Soares dos Santos, financiado pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC). A finalização foi do pós-doutorando Natan Roberto de Barro com o apoio da Fapesp. 

Consequência das dores

Os pesquisadores lembraram na publicação da pesquisa que as dores são a segunda principal causa do desmame precoce e as fissuras que causam essas dores podem servir para entrada de bactérias causadoras da mastite, por exemplo. 

“Estamos em um momento em que é cada vez mais importante mostrar para sociedade o que a universidade faz. Para nós, esta é uma oportunidade de mostrar que, além da pesquisa e do ensino de qualidade, a universidade pública também desenvolve produtos inovadores”, destaca.

Informações e imagem: Unesp 

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