Não é só o negro que precisa lutar contra o racismo, mas sim toda a sociedade. Essa mensagem ficou clara nas últimas semanas depois de dezenas de atos contra o preconceito desencadeados mundo a fora depois da morte de Gerge Floyd, um homem negro americano, morto por um policial branco que ficou mais de nove minutos com o joelho em seu pescoço até matá-lo sufocado.

Todo o planeta ficou um pouco sem ar também ao ver aquela imagem e pelo menos por um instante parou para refletir sobre o racismo e o quanto ele ainda está presente mundo afora.

O movimento Black Lives Matter (em português: “Vidas Negras Importam”) levantou importantes questionamentos sobre a violência policial voltada para a comunidade negra, mas principalmente para tantas outras questões raciais que suplantam essa questão. Negros ainda sofrem preconceito de diversas maneiras e desigualdades históricas provocadas pelos séculos de escravidão e desmerecimentos.

O chamado Racismo Estrutural e o Direito Brasileiro, será o tema de um debate transmitido ao vivo no Instagram da Comissão de Combate a Discriminação Racial da OAB de Araraquara (@comissãoracial.oabararaquara), no dia 2 de julho às 18h.

A ideia é mostrar que o racismo no Brasil não é à toa. Ele tem sido construído de forma estrutural. Se buscarmos em nossa história, o país foi o último do continente americano a abolir a escravidão.

Há apenas 130 anos, ainda tínhamos aqui negros traficados, trabalhando dia e noite sendo açoitados, acorrentados, mantidos em condições subumanas e sem qualquer direito.

Mesmo com o fim da escravidão, sacramentado no papel em 1888, os negros não tiveram garantidos nenhum direito. Ao soltarem as correntes, os brancos não garantiram aos milhares de cidadãos negros livres qualquer direito ou garantia de sustento ou sobrevida. Não tinham terra, nenhuma reparação, não havia lugar para ir, como voltar para casa e a grande maioria continuou servindo a seus patrões. Eram outras regras, mas não outro tratamento, outro respeito.

Apesar da sociedade ter evoluído com o passar dos anos, esse tempo de desigualdade de condições custou caro. É um preço que negros ainda pagam.

A taxa de analfabetismo entre negros de 15 anos ou mais é de 9,01%. É mais que o dobro da taxa entre os brancos. Como esperar resultados iguais com condições diferentes? É o que os participantes do debate, proposto pela Comissão de Combate a Discriminação Racial da OAB de Araraquara pretende ajudar a responder.

Participam do debate:

Renato Cassio Soares de Barros – advogado, doutor e mestre em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Pesquisador do “Grupo de Pesquisa Educação e Direito na Sociedade Brasileira Contemporânea”, da UFSCar. Professor do Curso de Direito da UNICEP. Ex-Presidente da OAB São Carlos (2016/2018).

Nayara Costa – presidente da Comissão de Combate a Discriminação Racial da OAB de Araraquara

Camila Claudino – advogada e representante da Comissão de Combate a Discriminação Racial da OAB de Araraquara

Serviço:

Local – Instagram – @comissãoracial.oabararaquara

Dia – 02/07/2020

Hora: 18h

Leave a Reply