O ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, teve prisão domiciliar concedida nesta quinta-feira (9) pelo ministro João Otávio Noronha, presidente do Superior Tribunal de Justiça. A mulher, Márcia de Aguiar, considerada foragida, também está incluída na decisão. 

Fabrício Queiroz é investigado sobre o esquema das “rachadinhas” na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro” e está preso desde o dia 18 de junho, quando a Polícia Federal agiu na Operação Anjo. Os pedidos de liberdade de Queiroz e Márcia chegaram ao STJ depois  do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ter decidido enviar o caso ao tribunal superior, no dia 7. 

A defesa de Fabrício Queiroz argumentou sobre o atual estágio do coronavírus e os advogados disseram que o ex-assessor porta um câncer no cólon e fez uma cirurgia de próstata recentemente. Além disso, a defesa alegou ainda sobre documentos que comprovam que Queiroz passou há dois meses pela cirurgia, mas afirmaram não ter conseguidor porque a Santa Casa de Bragança Paulista pediu uma “determinação legal” para a entrega. 

Prisão de Queiroz

A Polícia do Rio de Janeiro prendeu na manhã de quinta-feira (18 de junho) o policial militar aposentado Fabrício Queiroz. Ele é ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro e considerado amigo do presidente Jair Bolsonaro. Os policiais encontraram ele em um imóvel na cidade de Atibaia, no interior de São Paulo. O local seria do advogado de Flávio Bolsonaro.

O mandado de prisão foi expedido pela Justiça do Rio de Janeiro e a operação contou com o apoio do Ministério Público de São Paulo.

Queiroz é investigado por supostamente coordenar o esquema que ficou conhecido como “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro. Os funcionários seriam obrigados a devolver parte de seus salários.

Flávio Bolsonaro ocupou uma das vagas de deputado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro entre 2003 e 2018. Ele é investigado desde seu último ano no parlamento estadual pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e organização criminosa.

As suspeitas começaram depois que o antigo Coaf, indicou movimentações de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz. As transações foram consideradas atípicas e teriam ocorrido ao longo de um ano em depósitos e saques em dinheiro vivo, sempre em datas próximas ao pagamento dos servidores.

Queiroz sempre negou as acusações. Chegou a dizer que usava o dinheiro para remunerar assessores informais de Flávio sem que o deputado soubesse. Esses supostos beneficiários, nunca foram encontrados.

Leave a Reply