Por Rian Fernandes

Araraquara teve uma semana de diminuição de casos de coronavírus, a segunda consecutiva, e mesmo com a estagnação na cor laranja da flexibilização do Plano São Paulo, parte da população já espera um avanço para a fase 3, ou seja, cor amarela, na próxima atualização. No entanto, com os baixos índices de isolamento social que a cidade tem registrado, o município ainda pode ter um aumento de casos, pelo menos é o que afirma Ana Rachel de Seni Rodrigues, infectologista formada pela Unesp que vive na Morada do Sol.

“Observando o comportamento da pandemia nos outros locais, ainda podemos ter um aumento expressivo do número de casos. Muito importante nesse momento, a conscientização da população em dar prioridade para realização somente das atividades essenciais e seguir as orientações de prevenção”, salientou ela ao ser questionada sobre até que ponto a situação do coronavírus poderia chegar em Araraquara. 

A infectologista também comentou sobre o enfrentamento que vem sido feito em Araraquara, cidade com um IDH considerado alto no país e que, consequentemente, reflete nos parâmetros da saúde local e auxilia no trabalho desenvolvido até o momento. “A baixa letalidade em Araraquara pode ser consequência da organização dos serviços de saúde, que priorizou a testagem em larga escala, monitoramento por meio de telefone dos casos positivos, internação de pacientes com fatores de risco e vulnerabilidade social. O acesso ao serviço de saúde é de extrema importância nesses casos para diagnosticar a doença nas fases iniciais e permitir uma assistência adequada”, explicou. 

Ainda de acordo com Ana Rachel, o SUS é um meio importante para o enfrentamento da Covid-19, não só em Araraquara, mas sim no país, já que facilita a detecção de casos suspeitos, realiza exames específicos nos laboratórios de referência, faz um acompanhamento dos positivos, suspeitos e do grupo de risco, além de oferecer o acesso a vacinação, que por enquanto, ainda não foi desenvolvida. “Já houveram outras epidemias e pandemias, com importantes consequências e essa pandemia atual da COVID-19 deixa claro a necessidade de transparência das esferas do poder sobre a situação enfrentada, envolver a população tornando-a participativa e responsável no processo e investimento contínuo em melhorias nos serviços de saúde”, ressaltou a infectologista. 

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