A taxa de letalidade pelo coronavírus em Araraquara registrou um número abaixo de 1% nesta sexta-feira (24). Nos últimos dias a cidade foi destaque no estado com um índice de 1,17%. Porém, desta vez, o percentual caiu ainda mais e chegou a uma taxa de 0,99%, visto que conforme o último boletim epidemiológico, era 1.604 casos confirmados e 16 mortes decorrentes da doença. 

O índice de letalidade menor que a letalidade do Brasil, de 3,66% (84.440 óbitos entre 2.303.661 casos confirmados), do estado de São Paulo, de 4,62% (20.894 óbitos e 452.007 casos) e até de outros países, como Estados Unidos (3,50%), Alemanha (4,46%), Coreia do Sul (2,13%), Portugal (3,44%), Espanha (8,89%) e Itália (14,29%).

Para a secretária de Saúde e coordenadora do Comitê de Contingência do Coronavírus de Araraquara, Eliana Honain, os números são resultados de uma série de ações iniciadas ainda em março para o combate ao novo coronavírus, dentre elas, destaque para a ampla capacidade de testagem da população e para a estrutura física de leitos de enfermaria e UTI criada pela Prefeitura, que permite hoje que a cidade faça a chamada internação preventiva, antecipando os protocolos de enfrentamento à doença.  

Com apoio dos laboratórios da Unesp e Uniara, a cidade está acima da média nacional e estadual na testagem e diagnóstico. Desde o início da pandemia, foram feitos mais de 14 mil testes, o que representa 6 mil testes por 100 mil habitantes — Araraquara tem estimativa populacional de 236.072 pessoas, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O Brasil registra uma média de 2.310/100 mil e o estado 2.524/100 mil.

Na mesma proporção de habitantes, a testagem de Araraquara está acima da Coreia do Sul (2.891/100 mil) e próxima à registrada pela Alemanha (8.216/100 mil), dois grandes exemplos mundiais no enfrentamento à Covid-19.

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