A pandemia de Covid-19 tem surtido muitos efeitos colaterais em toda a sociedade, entre eles, estão as subnotificações dos novos casos de outras doenças. Para o cardiologista Dr. Yuri Brasil, o Dia Mundial da Doença de Chagas – celebrado em 14 de abril – relembra a importância em consultar um médico, mesmo em períodos difíceis, como o que estamos vivendo.

“O medo de ir ao médico em tempos de pandemia não pode ser maior do que a necessidade em saber como anda a saúde do corpo. Como qualquer outra enfermidade, um diagnóstico precoce da Doença de Chagas possibilita um tratamento com maiores chances de cura ou que forneça a manutenção de uma melhor qualidade de vida”, explica.

Pensando nisso, o especialista diz que é preciso entender quais são os sintomas característicos da doença, que é transmitida pelo parasita Trypanosoma cruzi e afeta o coração, o esôfago e o intestino. “Febre, mal estar, fadiga, irritação na pele, dores no corpo, problemas digestivos, batimentos cardíacos irregulares e aumento do tamanho do fígado e do baço são alguns sinais”, comenta.

Com uma gama de representações clínicas, Dr. Yuri ainda explica que as consequências referentes a parte cardíaca da doença podem destruir o sistema elétrico cardíaco, levando à dilatação do coração, além de possibilitar o desenvolvimento de arritmias fatais e a formação de coágulos de sangue.

 

Doença é um mal a ser combatido

            Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil apresentou 150 casos da doença em 2020. Os estados de RO, AC, MG e PR registraram 1 caso cada, enquanto o Amazonas teve 5 casos da doença, a Bahia e o Rio de Janeiro tiveram 3 casos cada e no Amapá foram 2 ocorrências. Já o Pará foi responsável por 132 registros. Um caso não teve localidade definida.

Para o cardiologista, os dados mostram que a Doença de Chagas ainda é um mal que deve ser combatido no Brasil, pois existem regiões endêmicas de grande concentração de população e que precisam ter medidas de erradicação estimuladas entre os seus habitantes.

“A contaminação da doença pode ser especialmente evitada desde que haja uma considerável melhora das políticas públicas, desestimulando a construção de casas de barro ou pau a pique, uma das principais moradas do bicho barbeiro, responsável por transmitir a doença”, diz.

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