O Instituto Butantan começou a testar o soro anti-covid em humanos. A informação foi confirmada na tarde desta terça-feira (16). O paciente, é um homem transplantado de 65 anos e está internado no Hospital do Rim, em São Paulo. Ele recebeu o composto na última sexta-feira (12).

O soro é feito a partir do plasma de cavalos, em uma técnica bastante parecida com a obtenção de soro para o tratamento de pacientes picados por cobras. O procedimento foi aprovado em maio deste ano, é uma proposta complementar de tratamento e, segundo especialistas, em hipótese alguma substitui a necessidade de vacinação. O procedimento é clínico, para o tratamento de pacientes diagnosticados com a doença.

Até agora segundo o hospital o homem não teve nenhuma reação ou efeito colateral. O tratamento até aqui tem sido satisfatório.

O idoso é apenas o primeiro de 30 pacientes que receberão a substância. O soro anti-covid é aplicado em pessoas com coronavírus e que apresentem sintomas leves da doença. O objetivo do composto é justamente evitar que haja uma evolução para quadros mais graves da doença.

O estudo está em faze inicial de testes em humanos e, portanto, ainda não há um prazo determinado para a divulgação dos resultados.

O soro é de fácil manipulação e poderia até ser aplicado em casa, pela família do idoso, mas devido a idade dele os médicos decidiram administrar a substância no hospital. O paciente está em um leito semi-intensivo e deverá ser observado por 28 dias, não necessariamente internado.

Como o soro é feito

O soro é feito com a ajuda de cavalos. Os cientistas retiram o plasma do sangue dos equinos contaminados com o coronavírus. Eles então retiram os anticorpos desse plasma e o transformam no soro.

Animais não correm riscos

Os cavalos recebem doses do vírus inativo do coronavírus e, portanto, não apresentam nenhum sintoma da doença. O sangue dos cavalos é usado apenas porque ele multiplica a produção de anticorpos que depois é extraído para a obtenção do soro.

“Os animais que foram tratados tiveram seu pulmão protegido, ou seja, não desenvolveram a forma fatal da infecção pelo coronavírus, mostrando que os resultados de estudos em animais são extremamente promissores e esperamos que a mesma efetividade seja demonstrada agora nesses estudos clínicos que poderão ser autorizados.”, disse o diretor do Instituto Dimas Covas em uma entrevista recente.

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